LOCALIZAÇÃO - CARACTERIZAÇÃO GERAL

O Parque Natural do Alvão (PNA) localiza-se no Norte de Portugal, na província de Trás-os-Montes e Alto Douro, no distrito de Vila Real e reparte-se por este concelho e pelo de Mondim de Basto.

O PNA situa-se na cadeia montanhosa definida pelas serras do Alvão e do Marão e a sua área total é de 7220 hectares, superfície esta ocupada principalmente pela cabeceira da bacia hidrográfica do rio Olo, afluente do rio Tâmega.

O PNA desenvolve-se sobretudo na vertente Oeste da serra do Alvão, que funciona como «barreira de condensação» relativamente às massas de ar húmido que vêm do Oceano Atlântico, ou seja, uma zona de transição entre o litoral húmido e o interior crescentemente mais seco. Esta transição é ainda afectada pela componente altitudinal, notória principalmente na zona de Lamas d´Olo (1000 metros).

Geomorfologicamente, o PNA é caracterizado por uma zona de altitude, com uma larga bacia granítica, onde nasce o rio Olo e alguns dos seus afluentes, e uma zona mais baixa, de xisto (zona de Ermelo), onde o rio Olo corre encaixado entre dobras de relevo de certo desenvolvimento.

Entre a zona de Lamas d´Olo, de altitude, e zona de Ermelo, de vale submontado, existe uma barreira de quartzitos que, devido à sua dureza, talvez sejam responsáveis pela transição brusca entre as duas zonas, originando um degrau cuja charneira são as espectaculares quedas de água das Fisgas de Ermelo. Refira-se ainda que dos 1000 metros de altitude de Lamas d´Olo para os 450 metros de altitude de Ermelo, vão 8 Kms em linha recta. Todavia, o diferencial entre a cota mais alta do Parque Natural (o vértice geodésico de Cravelas, com 1339 metros) e a cota mais baixa (na Volta da Lousa, com 260 metros) é de 1079 metros.

FLORA, VEGETAÇÃO E HABITATS

Elevada heterogeneidade de habitats de grande importância: carvalhais galaico-portugueses (carvalho-negral e carvalho-roble), matagais húmidos atlânticos de urzes ou bosques de bétulas em turfeiras, por exemplo. Nas espécies salienta-se o azevinho, o arando, a búgula, a anémona dos bosques, a aquilégia ou urze-peluda, entre muitas outras.

   

FAUNA

Área Protegida importante para a conservação de morcegos (morcego-rabudo, morcego de bigodes), toupeira-de-água, lobo, lontra, narceja, águia-cobreira, falcão-peregrino, petinha-ribeirinha, melro-das-rochas, papa-moscas, gralha-de-bico-vermelho, Domfafe. Também aparece: leirão, lontra, gato-bravo, águia-caçadeira, tarta-arranhão-azulado, mocho-real, melro-de-água, salamandra-lusitânica, lagarto-de-água e víbora.

PAISAGEM RURAL

Bouças, soutos, lameiros (prados naturais de rega de lima), campos de centeio e milho. Árvores de fruto, oliveiras e vinha instalam-se na bordadura dos socalcos na zona basal.

PAISAGEM SERRANA

Áreas de baldio: afloramentos rochosos, matagais (urze, carqueja, tojo, giestas e sargaços), carvalhais, viduais e pinhais.

ARQUITECTURA TRADICIONAL

Construções de granito e palha no planalto; xistos e lousa na zona basal.

 

ECONOMIA DE MONTANHA

Criação de vacas/vitelos de raça Maronesa e criação de cabras de raça bravia (raças em vias de extinção).