Trata-se de uma região com moderada aptidão agrícola e silvícola. Talvez por isso, manifesta um considerável desenvolvimento industrial, baseado na transformação da madeira, mas também em alguma indústria extractiva e têxtil.

A cidade não é povoação muito antiga. Mas perto fica o assento da antiquíssima Canaveses, a que ainda se chama por vezes a "vila velha". O nome Canaveses evoca a cultura do cânhamo (cannabis), para produção de uma fibra têxtil.

Existem vários dólmenes na área da Serra da Aboboreira que entra pelo concelho, que podem ter até 3 ou 4 mil anos. A cultura castreja, mais recente, está também documentada. Mas o mais relevante é a ocupação romana. A estação arqueológica do Freixo, a sul de Marco de Canaveses, é uma das mais importantes do país.

As escavações levadas a efeito têm revelado a existência de estruturas arquitectónicas e urbanísticas (termas, fórum...) que sugerem uma cidade de apreciável dimensão e importância.

De tempos medievais, é de notar a apreciável coerência do românico. As igrejas de Tabuado e Soalhães são bons exemplos destas edificações robustas e agarradas à terra, que tanto eram templos como num aperto serviam de fortalezas. O bom granito que se explora na região foi certamente factor de relevo na sua proliferação.

Pelo seu imprevisto e pelo seu excesso barroco, não podemos deixar de mencionar um solar inacabado em Vila Boa de Quires, do séc. XVIII, a que o povo dá o nome de Obras do Fidalgo. Mas uma das jóias arquitectónicas de Marco de Canaveses é já - inesperadamente - do séc. XX: a Igreja de Santa Maria, com desenho de Siza Vieira.

No concelho existem as Caldas de Canaveses, com certo poder de atracção pelas suas virtudes medicinais e pelo ambiente de sossego que proporcionam.

A gastronomia local assenta em dois pilares: o anho e, no seu tempo, a lampreia. Ambos pedem um bom vinho verde, que a região também produz. E o conjunto pede por sua vez um remate com pão-de-ló ou cavacas.