O concelho divide-se em duas zonas bem distintas: o grosso é granítico, com grandes tractos de pinhal e com predominância da cultura do milho; a parte sueste tem, pelo contrário, um solo xistoso e enquadra-se na Região Demarcada do Douro. Aí domina a vinha.

A cidade tem origem num foral de D. Dinis, que funda aqui a vila que estava destinada a servir de centro administrativo a uma vasta circunscrição. A região, todavia, foi habitada desde tempos muito remotos. E a romanização deixou aqui um monumento perene: o Santuário Rupestre de Panóias, local de culto de povos autóctones que os romanos adoptaram e transformaram.

Vila Real possui outros monumentos que valem bem uma visita: a Sé, a Casa de Mateus e a Capela Nova, o pelourinho, o conjunto medieval constituído pela chamada Casa de Diogo Cão e edifícios contíguos. Tem inúmeros edifícios de proporções nobres, muitos deles brasonados. Mas o melhor ainda será percorrer a pé as ruas da zona histórica e apreciar os conjuntos harmoniosos de fachadas, onde, por vezes, surge um pormenor delicioso.

Vila Real tem motivos de sobra para prender o gourmet e o apreciador de vinhos. Da sua gastronomia, permitimo-nos destacar as tripas aos molhos, uma especialidade única, e os pastéis conventuais de toucinho-do-céu. A carta de vinhos - magnífica. No artesanato sobressaem os barros negros de Bisalhães e os linhos de Agarez.

A animação cultural é constante e bem visível, com realce para alguns eventos regulares, como os Cursos e Festivais de Música da Casa de Mateus, o Salão Luso-Galaico de Caricatura e a Semana Académica.

Vila Real anima-se ainda extraordinariamente por ocasião das Festas da Cidade, em Junho, de que sobressaem dois momentos altos: a Feira de Santo António e a Feira de São Pedro, também dita dos Pucarinhos, dedicada ao artesanato da região. No mesmo mês, ocorre uma solenidade religiosa que deve ser referida pela sua pompa e participação: a Procissão do Corpo de Deus, uma clara reminiscência do Corpus Christi medieval.