É um concelho ribeirinho do Douro, onde obviamente predomina a cultura da vinha. A orografia combinada com os vinhedos produz paisagens magníficas, como acontece - por exemplo - com a que se desfruta de junto da capela de Nossa Senhora da Azinheira ou no monte de São Domingos.

A região foi habitada desde tempos muito remotos. Os inúmeros vestígios arqueológicos que fazem dela uma janela aberta sobre o passado.

Do Neolítico diversas antas de tipo mamoa. A Cultura Castreja está presente através diversos castros. O mais célebre e bem estudado fica nas imediações de Sabrosa.

Da época da Romanização, que nesta região chegou a ser intensa, ficariam também alguns restos de calçadas em vários pontos.

São de origem medieval a maioria das povoações, algumas anteriores mesmo à fundação da nacionalidade. Aparte algum foral, porém, pouco se sabe da sua história. Mas no séc. XV há já na região uma classe nobre privilegiada. Acredita-se que o navegador Fernão de Magalhães terá nascido em Sabrosa, no seio de uma dessas famílias.

Muitos solares ainda existem e constituem a parte mais importante do património arquitectónico do concelho. Provesende, por exemplo, é o que se pode dizer uma terra de solares. Existem também igrejas com interesse em Celeirós, São Lourenço de Ribapinhão, Vilarinho de São Romão e Sabrosa.

Um aspecto que não pode passar sem menção é a gastronomia suculenta: o cabrito assado com arroz de forno, o cozido à portuguesa, a bola de carne. De doçarias, o pão-de-ló, as cavacas altas e as cavaquinhas. Os esplêndidos vinhos de Sabrosa, que faz parte da Região Demarcada do Douro, encarregam-se de acompanhar a preceito estas especialidades: os vinhos de mesa para os pratos de substância, os finos para os doces.

O artesanato perdeu hoje talvez a notável vitalidade de outros tempos. Mas o amante da arte e do engenho popular encontra ainda produções artesanais capazes de o entusiasmar nas áreas da tanoaria, da cestaria, da marcenaria, das rendas, da latoaria e da tamancaria.