Amarante deve à sua situação privilegiada muito do desenvolvimento e da importância histórica que alcançou. É uma espécie de placa giratória entre o litoral e o interior e entre o Douro e o preâmbulo do Minho que são as Terras de Basto.

A Serra do Marão e o Rio Tâmega são os dois acidentes geográficos que marcam Amarante. A primeira vê-se a curta distância, alcantilada, carregada de brumas ou resplandecendo ao sol. O segundo divide-a meio, num remanso que convida à fruição da frescura da água e à prática desportiva.

O monumental conjunto constituído pela Ponte e pela Igreja e Convento de São Gonçalo, enquadrados por edifícios de traça muito estimável e pelas matas das margens do Tâmega, são a imagem de marca. A Ponte, cujo aspecto maciço inculca grande robustez, tem varandas a meio do tabuleiro e pináculos barrocos que lhe dão toda a graça. A Igreja e Convento constituem um conjunto surpreendentemente harmonioso, mesmo tendo em conta que estão ali representados épocas e estilos diferentes.

Pode arrolar-se um bom número de nomes ilustres ligados a Amarante. Desde logo Francisco da Silveira Pinto da Fonseca, 1º Conde de Amarante, herói da Guerra Peninsular. Depois, alguns vultos ligados às artes, como os escritores Teixeira de Pascoaes, Agustina Bessa-Luís e Alexandre Pinheiro Torres, e os pintores Amadeu de Souza-Cardoso (que dá o nome a um importante museu de arte moderna), António Carneiro e Acácio Lino.

Muito apreciados são os doces de ovos de origem conventual: lérias, brisas, foguetes, papos de anjo. A gastronomia tem a truta e o cabrito como pratos de referência, mas também a vitela e o bacalhau (à Zé da Calçada e à Custódia). O vinho verde é muito esperto e espirituoso. Fruto da sua proximidade com o Minho, a região assimilou a tradição minhota das grandes festas e romarias, onde, lado a lado com a componente de feira e diversão, se manifesta a religiosidade do povo, traduzida em procissões e no cumprimento das promessas, por vezes dramático. São às dezenas, espalhadas pelo concelho; mas nenhuma tem o brilho e a animação da "festa grande" de São Gonçalo, o santo casamenteiro, em princípios de Junho.