Estamos em plena paisagem duriense, sempre bela e imprevista a cada elevação de terreno. Há estradas que são miradouros contínuos, como a que desce de Alijó para o Pinhão. A própria zona planáltica de Alijó e Favaios, coberta de vinha, tem uma beleza invulgar. Vê-se em tudo que é o vinho a seiva da região. Alijó produz de tudo: vinhos de mesa, finos, moscatéis, até espumantes. E é ainda o vinho o tema duma notável série de azulejos na estação do caminho-de-ferro do Pinhão.

O concelho foi povoado desde a pré-história, como provam os monumentos megalíticos, como a Anta da Fonte Coberta, os castros e as pinturas rupestres (Pala Pinta e Pegarinhos). Os romanos passaram por aqui e deixaram a sua marca, sobretudo pontes (Cheires, Sanfins do Douro e Carlão). Já em plena nacionalidade, Alijó teve forais de D. Sancho II, D. Afonso III e D. Manuel I. Um pelourinho recorda as prerrogativas medievais. São Mamede de Ribatua foi também povoação de certa importância: recebeu carta de foral e ostenta o seu pelourinho de gaiola.

No séc. XVIII, com o incremento económico trazido pela demarcação pombalina, a região conhece uma certa prosperidade, manifestada na construção de solares em muitas povoações e na reconstrução de velhas igrejas herdadas da Idade Média.

A cultura de raiz popular tem grandes tradições no concelho. A gastronomia é forte e bem temperada, como pertence a terras de montanha, e regada com a sua generosa carta de vinhos. Grupos folclóricos mantêm laços com velhas formas musicais e coreográficas. As festas e romarias conservam um travo de épocas antigas em que constituíam acontecimentos de capital importância não só religiosa, como também económica e social. Salientem-se as romarias de Nossa Senhora de Perafita, no extremo norte, cujo ponto de atracção é uma bonita capela barroca onde se guardam uma vasta colecção de ex-votos; e a de Nossa Senhora da Piedade, alcandorada num mirante de largos horizontes próximo da vila de Sanfins do Douro, que se faz no segundo domingo de Agosto com grande concurso de romeiros, que disputam por bom preço a honra de pegar ao andor da Senhora, na procissão.